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O mapeamento Sociocultural dos Territórios de Vivência dos CEUs é a ferramenta inicial para promoção da consolidação e da sustentabilidade do CEU por meio da articulação dos agentes socioculturais presentes no território.

A metodologia de mapeamento desenvolvida pela DINC/MinC parte do cruzamento de dados de diversas fontes oficiais (ministérios da Educação, Cultura, Saúde, Cidades, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, IBGE, entre outros), e, principalmente, de informações colhidas diretamente nos municípios para identificar pessoas, grupos, instituições e entidades que desenvolvem ações comunitárias, sociais e/ou culturais que possam contribuir para a ocupação e a sustentabilidade dos CEUs.

Os mapas são representações concretas do espaço vivido e pensado e, como tal, são o retrato de uma comunidade, de um povo, dos moradores de uma determinada localidade. Essas realidades podem ser reproduzidas a partir da visão de grupos distintos e são relevantes para a identidade de um grupo, à medida que exigem reflexão, generalização e seleção das informações de um determinado território.¹

Os mapas socioculturais dos Territórios de Vivência dos CEUs são uma importante ferramenta para potencializar e colocar em prática o conceito-base dos Centros de Artes e Esportes Unificados: a gestão compartilhada. Busca-se com esta metodologia garantir a participação social no processo de implantação dos CEUs, cuja gestão deve ser compartilhada entre poder público, sociedade civil organizada e representantes comunitários, por meio da constituição de um Grupo Gestor em cada CEU.

Assim, se alcança a compreensão de arranjos e redes locais, permitindo ao Ministério da Cultura auxiliar as prefeituras e as comunidades na gestão e definição das atividades que serão promovidas nos espaços.

O objetivo deste trabalho, desenvolvido pela Coordenação de Mobilização Social e Gestão da Diretoria de Programas Especiais em Infraestrutura Cultural, é qualificar a gestão, o uso e a programação dos equipamentos, contando com a expertise da própria comunidade e dos órgãos locais, que devem protagonizar o processo de ocupação, pois são esses os atores que conhecem, de fato, o território, podendo promover a melhor utilização dos espaços.

O mapeamento tem como objeto os Territórios de Vivência, cuja definição parte do conceito de Dirce Koga², segundo o qual o território se configura como um elemento relacional na dinâmica do cotidiano de vida das populações e, consequentemente, é central para a definição de políticas sociais.

Entende-se os Territórios de Vivência como o espaço envoltório (raio médio de 50km) aos CEUs, que apresenta-se como foco das políticas de desenvolvimento por meio da ampliação do acesso à infraestrutura cultural e do fortalecimento da economia da cultura. Uma vez que os atores e agentes ali presentes são ao mesmo tempo demandantes e produtores de serviços e bens culturais nos equipamentos culturais multiuso, configura-se grande potencial para fortalecimento da economia criativa e inclusão produtiva em áreas de vulnerabilidade social no país.

[1] ARAÙJO, Eliane. A cartografia social vem se consolidando com instrumento de defesa de direitos. Entrevista. Disponível em: http://www.mobilizadores.org.br/entrevistas/cartografia-social-vem-se consolidando-com-instrumento-de-defesa-de-direitos/. Acesso em: 15.ago.2014 [2] KOGA, D.; ALVES, V. A. A Interlocução do Território na Agenda das Políticas Sociais. Revista Serviço Social & Saúde. UNICAMP Campinas, v. IX, n. 9, Jul. 2010.